No Brasil, a prática da subida da montanha, como prova automobilística, foi instituída em 1932 num trecho entre Rio de Janeiro e Petrópolis, tendo sido o primeiro vencedor, o piloto Hans Stuck com Mercedes SSKL oficial de fábrica.
No Paraná, a subida da Serra da Graciosa sempre desafiou o imaginário dos automobilistas, havendo histórias de famosas proezas extra oficiais naquela estrada. Porém somente em 1962 com a inauguração da ponte de concreto sobre o Rio São João, foi que se tentou realizar uma prova de subida da montanha. Para tal o estado do Paraná convidou pilotos do Brasil todo, compareceu a Equipe Oficial da Willys (com Cristian Heins), convidada pela Transparaná. Por questões não inteiramente divulgadas os pilotos do Paraná não largaram e o paulista sozinho inaugurou a ponte e a prova, levando o troféu e uma dotação de largada que diziam ter sido o pomo da discórdia. A partir deste episódio, a Graciosa virou desafio, pois havia a marca de 21 minutos a ser derrubada.
Então em 1963 realizou-se a Primeira Subida da Graciosa, agora como prova organizada pelo Automóvel Clube, com regulamento dividindo em classes os candidatos à subida. Participaram Carreteras, Simca, DKW, Gordini, VW, e outros carros de turismo como BorgwardIsabella, Bristol, Lancia B20 e Alfa Romeo Giulietta. Perderam-se os registros desta prova.
Em 1967 a CBA divulgou um Campeonato Brasileiro de Montanha, com a Prova da Graciosa como inaugural, inscreveram-se 23 pilotos. Altair Barranco, com Carretera Ford 45, na soma dos resultados das provas foi declarado Campeão Brasileiro de Montanha.
Onze anos depois o grupo liderado por Henrique Meister Neto, que havia lançado o rallye como esporte no Paraná, lançou a idéia da reativação da prova, sucesso total, 76 carros se inscreveram.
( trechos do livro sobre o Automobilismo do Paraná escrito por Henrique Meister Neto ) |